sábado, 17 de novembro de 2007

Soneto do Amor Total



Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes

carinhosos para poder ferir


tô te explicando para te confundir, tô confundindo para te esclarecer, tô iluminado para poder cegar, tô ficando cego para poder guiar...TOM ZÉ..suavemente para poder rasgar...tô dividindo para poder sobrar...tô aqui comendo para poder vomitar...
muito bom!!!
olho fechado para te ver melhor...atrás da vida para poder morrer...

AGORA


Estamos em casa no horto, esperando as obras de em um outro apartamento também aqui perto.
Aqui para quem conhece é noticia.
Antes do B. ir trabalhar nós estamos curtindo o tempo que esta tão vertcal e chuvoso. O cheiro do feijão já esta chegando aqui no nariz do computador. A. está na cozinha acabando de preparar a bóia enquanto acaba seu cálice de vinho. Tudo parece perfeito. Se não fosse o fato do pato. Quando João Gilberto aparece no horto com sua música perfumada de incenso mas que é tombada como nova.E é.
É sabido que nada tem o farto prato do burgues além do prazer barato, vamos esfumaçar aqui a cabeça do homem.
Nada demais que eu, voce e aquele poeta nao tentem fazer de vez em quando. E quando o mundo tá enviesado e eu me olho torto, volto pra casa que é a casa do horto